A densidade da vegetação torna a selva “toda igual”; nela não haverá
pontos de referência nítidos. Mesmo aqueles que já possuem alguma experiência
não confiam muito em possíveis referências, porque tudo se confunde
devido à repetição contínua e monótona da floresta fechada; os incontáveis
obstáculos constantemente causarão desequilíbrio e quedas, tornando difícil a
visada permanente sobre determinado ponto; a necessidade de saber onde
pisar ou colocar as mãos desviará, por certo, a direção do raio visual; e,
finalmente, a própria densidade da vegetação só permitirá que se veja entre a
distância de 10 a 30 metros à frente, quando muito. À noite nada se vê, nem a
própria mão a um palmo dos olhos. O luar, quando houver, poderá atenuar um
pouco essa escuridão, sem contudo entusiasmar o deslocamento noturno. O
copado fechado das árvores não permitirá que se observe o sol ou o céu, a não
ser que se esteja em uma clareira, o que, ainda assim, não significará que se
possa efetivamente observá-los, de dia ou de noite, para efeito de orientação,
pois haverá constantemente a possibilidade do céu nublado. Por tudo isso, os
processos de orientação na selva sofrerão severas restrições e, por já constarem
de outros manuais, serão aqui apresentados de modo muito geral. Serão,
também, feitas referências ao hemisfério norte tendo em vista que parte da
Selva AMAZÔNICA pertence àquela parte do globo terrestre.
PROCESSOS DE ORIENTAÇÃO
a. Orientação pelo Sol - Nascendo o sol a leste e pondo-se a oeste, aperpendicular mostrará a direção norte-sul. Devido à inclinação variável do
globo terrestre nas várias estações do ano, este processo deverá ser utilizado
somente para se obter uma “direção geral” de deslocamento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário