domingo, 31 de maio de 2015

outras medidas de proteção dos pés


 outras medidas de proteção


a. Cuidar dos Pés
(1) Na selva, em princípio, só será possível andar a pé. Longas
caminhadas, por terreno permanentemente ondulado, será a regra geral. Daí a
importância dos cuidados com os pés, os quais deverão ser mantidos limpos,
lavando-os e secando-os com a freqüência possível. Entretanto, andar na selva
com os pés secos será praticamente impossível, pois o suor, a chuva e as águas
dos igarapés, igapós e chavascais não o permitirão; por isso, tais cuidados
deverão ser observados, particularmente durante as paradas para descanso
prolongado.
(2) As meias não deverão estar rasgadas nem cerzidas e o calçado
deverá estar sendo constantemente examinado; o uso de meias finas de
algodão é recomendável, pois elas absorvem a umidade, permitem a evaporação,
apresentam pouca deformação após secarem e, assim, protegem melhor

os pés do que as meias grossas de algodão, de lã ou de nylon.
(3) Calos ou calosidades não deverão ser cortados, para evitar
infecção.
(4) Mantendo-se as unhas limpas e curtas, poder-se-á evitar a unha
encravada e a proliferação de microrganismos entre elas e a pele.
(5) Caso haja atrito entre o calçado e a pele deverá ser aplicado
esparadrapo na parte afetada. Se houver formação de bolhas, estas deverão
ser perfuradas na base, com o máximo de desinfecção possível e protegendose
depois o local com esparadrapo ou gaze.
 Proteger os Olhos e os Ouvidos
(1) Os olhos estarão permanentemente sujeitos à ação de pequenos
insetos e de partículas diversas. A proteção ideal seria com o uso de óculos de
um tipo especial; entretanto, a capacidade de ver seria um pouco afetada, o que
não é aconselhável na selva, onde é fundamental saber enxergar; constituiria,
por outro lado, mais um incômodo e uma preocupação.
(2) Os ouvidos estarão, do mesmo modo, sujeitos àquela mesma ação
e uma boa proteção para eles seria a colocação de algodão; porém, isto
reduziria a capacidade auditiva e, na selva, também é fundamental saber ouvir.
(3) Em conseqüência, para evitar que esses órgãos sejam afetados, o
melhor será manter-se atento, preventivamente, no interior da floresta; será
mais uma preocupação, mas compensará.
 Precaver-se contra Infecções Cutâneas 
- A epiderme constitui a
primeira linha de defesa contra a infecção. Por isso, qualquer arranhão, corte,
picada de inseto ou queimadura, por menor e mais inofensivo que pareça,
merecerá cuidado; qualquer antisséptico deverá ser aplicado, preventivamente.
As mãos não deverão tocar a parte afetada; será suficiente a aplicação do
curativo individual, se houver; se não, o ferimento deverá ser mantido protegido
da melhor forma possível ou, em último caso, exposto mesmo ao ar livre.
d. Conservar Limpos o Corpo, a Roupa e o Local de Estacionamento
(1) A limpeza do corpo é a principal defesa contra os germes infecciosos.
As unhas devem ser mantidas cortadas para evitar o desenvolvimento de
parasitas entre elas e a pele.
(2) Um banho diário - hábito fácil de adquirir-se na selva - com sabão,
ou mesmo sem ele, dedicando-se especial atenção à higiene das partes
dobradas e pudendas, será ideal. Se esse banho não for possível, a limpeza na
maior parte do corpo deverá ser mantida, particularmente das mãos, rosto,
axilas, virilhas e pés.
(3) Após as refeições, dentes e boca deverão ser limpos.
(4) As peças do vestuário, mantidas limpas, ajudarão a proteger contra
infecções cutâneas e parasitas, e, em caso de dificuldade de lavá-las, deverão
elas, sempre que possível, ser sacudidas e expostas ao ar livre. O uso de cuecas
justas deve ser evitado, pois nas proximidades das virilhas e partes pudentas
poderá provocar assaduras pela umidade acumulada que favorecem a ação de
microrganismos. Esses procedimentos concorrerão para uma sensação de
conforto.

(5) No caso de um grupo, será interessante que os homens se
inspecionem mutuamente, corpo e roupa.
(6) Um local de estacionamento na selva deverá ser naturalmente um
lugar limpo, no qual não haja acúmulo das águas das chuvas ou da presença
de animais e insetos. A manutenção desse estado será simples, bastando uma
fossa para lixo e outra para dejetos, suficientemente afastadas, sempre
cobertas com terra após o uso e distantes da fonte de água, quando houver.
Essa fonte será, normalmente, um igarapé e para sua boa utilização deverá ser
dividido em seções: a montante, água para beber e cozinhar; a seguir, água
para banho, água para lavagem de roupa e, por fim, água para qualquer outro
uso, a jusante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário