Técnica da Navegação
(1) Com exceção do paladar, os demais sentidos serão bastante
solicitados à noite.
(2) A vista, mesmo após adaptada à escuridão, sentir-se-á cansada
ante o esforço duplicado para enxergar.
(3) O tato a todo momento estará em função, esquadrinhando o espaço
à frente e dos lados, identificando possíveis obstáculos à progressão; os pés
sondarão o terreno para a execução de um simples passo à frente ou para os
lados; as mãos, por vezes, com o homem acocorado, realizarão as mesmas
sondagens, inclusive acima da cabeça; caso se pretenda sentar ou deitar, a
busca terá então de ser mais detalhada e demorada para evitar surpresas; a
falta de um objeto exigirá um tateamento em todas as direções e alturas; para
ir balizando a direção de marcha terão que ser procurados ramos frágeis e
quebradiços.
(4) O olfato procurará identificar possíveis odores que sirvam para
auxiliar a busca de um objetivo como os de cigarro aceso, de cozinha, de
fumaça produzida por lenha de fogueiras, etc.
(5) A audição procurará identificar os sons comuns, bem como as
distâncias em que são produzidos; poderão ocorrer ilusões, pois a selva afeta
a noção de distância.
(6) Após essas considerações,e por experiências vividas, fácil é
chegar à conclusão de que os deslocamentos noturnos não serão compensadores,
sendo inclusive, perigosos. Entretanto, se necessários, poderão ser executados,
pois sua técnica será a mesma que a da navegação diurna, tendo-se,
porém, que levar em conta as observações anteriores.
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