domingo, 31 de maio de 2015

tratamento de mordida de cobra


tratamento

Para tratar uma vítima de empeçonhamento ofídico apenas a
aplicação do soro antiofídico poderá anular o efeito da peçonha. No entanto,
somente poderá ser realizado por pessoal habilitado e dotado com o equipamento
específico pois as complicações que podem advir da soroterapia serão
potencialmente mais fatais que a própria peçonha inoculada no indivíduo (Fig
3-16).
(2) Somente uma equipe de saúde poderá reverter as complicações,
que são comuns na administração de soro antiofídico, através de procedimentos
médicos específicos (entubação endotraqueal, utilização de adrenalina,
corticóides etc). Entre as complicações está o choque anafilático que engloba:
edema de glote, alteração de consciência, hipertensão, braquicardia, apnéia
etc.
(3) O tratamento médico realizado até seis horas após o acidente com
ofídios, normalmente, não deixa sequelas e não é fatal em seres humanos
(exceto nos debilitados e nos que possuem pequeno peso corporal, como as
crianças). Se a inoculação da peçonha ocorrer em local muito vascularizado os
riscos serão maiores, pois os efeitos serão mais precoces.



Ações Imediatas numa Situação de Sobrevivência

(1) Manter o acidentado em repouso.
(2) Limpar o local da picada com água e sabão.
(3) Elevar o membro afetado (visando reduzir a possibilidade de
necrose local).
(4) Não romper lesões bolhosas (que surgem, normalmente, após seis
a doze horas da picada), pela possibilidade de gerar uma infecção secundária
de origem bacteriana.
(5) Não garrotear o membro afetado (para evitar a necrose na região).
(6) Não sugar o ferimento, exceto se a picada ocorreu até 30 minutos
antes (após isto, a picada já estará na corrente sangüínea do indivíduo e não
mais no local).
(7) Não fazer sangria pois a peçonha altera o tempo de coagulação e
poderá provocar uma grande hemorragia, gerando um choque anafilático.
(8) Pode ser administrada água ao vitimado.
(9) Simultaneamente ao atendimento deve ser procurado, por outros
elementos, identificar e, se possível, capturar o ofídio causador do acidente
conduzindo-o à equipe médica que realizará o tratamento.
(10) Havendo a possibilidade de evacuar, em até seis horas, o indivíduo
acidentado até um local onde possa receber tratamento médico especializado,
isto deverá ser feito de imediato.
(11) Não havendo condições de evacuar o acidentado até um centro
médico no prazo de seis horas ele deverá continuar bebendo água. Caso não
haja a expectativa de resgaste ou evacuação em menos de doze horas e não
tenha náuseas ou vômitos o indivíduo poderá consumir alimentos leves,
visando fortalecê-lo. Se o vitimado sentir fortes dores poderá receber o
analgésico DIPIRONA por via oral, intramuscular ou endovenosa, em ordem
crescente de gravidade, ou TYLENOL (PARACETAMOL) por via oral. Não
deve ser administrado ácido acetilsalicílico (ASPIRINA, AAS, MELHORAL...)
e anti-inflamatórios (VOLTAREN, CATAFLAN, BIOFENAC,
FENILBUTAZONA...), pois agravam o quadro hemorrágico (interno ou externo).
(12) De qualquer forma, mesmo que tenha passado o prazo de seis
horas, todos os esforços devem ser feitos no sentido de evacuar o acidentado
para um Centro Médico.

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